DICAS

Pessoas Que Se Classificam Como Saudáveis Podem Viver Mais

Estudo sugere que otimismo também influencia a saúde do organismo

Um estudo publicado no periódico online PLoS ONE revelou que não é apenas o estado de saúde de uma pessoa que influencia a sua longevidade, mas também a maneira pela qual ela avalia a sua própria saúde. A pesquisa mostra que classificar-se como saudável vai além de estar livre de fatores de risco: engloba bem-estar mental e social.
Feita por pesquisadores do Institute of Social and Preventive Medicine da University of Zurich, na Suíça, a análise contou com a participação de 8.251 homens e mulheres maiores de 16 anos. Todos forneceram dados do nível de escolaridade, estado civil, tabagismo, histórico clínico, medicações, taxas de glicemia e pressão arterial.
O risco de mortalidade pareceu diretamente ligado à avaliação que cada pessoa deu a sua saúde. Esse risco aumentava de forma crescente e constante conforme a autoavaliação era considerada excelente, boa, razoável, ruim e muito ruim. Homens que classificaram a sua saúde como muito ruim tinham um risco 3,3 maior de morrer do que homens da mesma idade que declararam ter uma saúde excelente. Já entre as mulheres, o risco foi 1,9 maior.
Os pesquisadores concluíram também que a escolaridade, estado civil e outras características solicitadas aos participantes não tiveram influência significativa sobre a opinião de cada a respeito de sua saúde. Para David Fah, um dos autores do estudo, os resultados mostram que ter atitudes otimistas e positivas, além de maior satisfação com a própria vida, ajuda a ter qualidade de vida.
Otimismo fortalece o sistema imunológico
Ter otimismo pode reforçar a capacidade do corpo para combater infecções, de acordo com uma pesquisa realizada pela Universidade de Kentucky (EUA) e publicada na revista Psychological Science. Durante quatro anos, os estudiosos avaliaram 124 estudantes do primeiro ano de um curso de direito. Os estudantes, a maioria dos quais eram brancos (90%) e do sexo feminino (55%), responderam a perguntas sobre seus níveis de otimismo.
Os participantes também receberam uma injeção de um antígeno que faz o sistema imunológico reagir através da criação de uma inchação na pele. Quando surgia um "galo", significava que a reação o sistema imunológico do voluntário era mais forte. Concluiu-se que a resposta imunológica era mais poderosa em cada aluno, quando eles adotavam atitudes mais otimistas, e diminuiu à medida que se tornavam mais pessimistas.
Então o que acontece no corpo? Se há uma ligação entre a atitude, emoções e saúde, como ela que funciona? Os pesquisadores levantaram diferentes hipóteses.
Uma delas é que pessoas mais felizes ou mais "positivas" tendem a levar um estilo de vida mais saudável. E as pessoas esperançosas costumam reagir de maneiras mais saudáveis ao estresse, ajudando-as a se recuperar mais rapidamente. Além disso, os indivíduos mais positivos também estão mais propensos a aderir ao tratamento clínico e aconselhamento - pelo fato de terem maior auto-estima e se cuidarem mais - e, portanto, protegem mais sua saúde.
Em um estudo realizado com mulheres, publicado em agosto passado, os mesmos pesquisadores descobriram que o otimismo parece ter um efeito sobre o coração e a longevidade. Ou seja, o comportamento pode afetar a vida de acordo como você reage ao estresse. O pessimismo e a hostilidade podem levar ao aumento da pressão arterial, frequência cardíaca e desencadear outros fatores de risco.

Fonte: www.minhavida.com.br

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